UE força Google a abrir dados de busca e IA no Android
A União Europeia não está para brincadeira. A nova regra do Jogo é que o Google terá que abrir seus dados de busca e a inteligência artificial no Android. Tudo isso sob a batuta do Digital Markets Act (DMA), que já deu trabalho para gigantes como Apple e Meta desde que entrou em vigor em 2024. A Comissão Europeia anunciou medidas que obrigam o Google a fomentar a interoperabilidade e a concorrência na União Europeia. E, claro, o Google não está nada contente com isso.
O Google terá que abrir o Android para plataformas de IA concorrentes. Hoje, o Gemini, a IA do Google, tem acesso privilegiado ao sistema, respondendo ao comando "Hey Google" e oferecendo automação de apps, acesso a conteúdos de tela e mais. A Comissão Europeia diz que isso limita a inovação de assistentes de IA de terceiros, tornando-os menos atraentes para 60% dos usuários de Android na UE. A ideia é que os usuários possam instalar o sistema de IA que preferirem sem perder funcionalidades.
A questão da privacidade é um ponto de discórdia aqui. O Google argumenta que essas mudanças podem comprometer a privacidade e segurança dos usuários. Mas, como "guardião" sob o DMA, a empresa não tem escolha a não ser cumprir. A Comissão afirma que as medidas foram pensadas para preservar a privacidade dos usuários e a integridade dos dispositivos. No entanto, a realidade é que a IA generativa se alimenta de dados, e qualquer assistente instalado no seu telefone vai querer devorar tudo que puder.
O impacto dos dados de busca
As exigências da UE para o Google Search são ainda mais abrangentes. O Google terá que compartilhar dados de busca com concorrentes, permitindo que eles ganhem participação de mercado e afrouxem o domínio do Google. A Comissão alega que as ofertas anteriores de compartilhamento do Google não foram suficientes. Agora, a empresa terá que fornecer dados de forma transparente e por um preço razoável. Além disso, os chatbots de IA serão tratados como serviços de busca para fins de compartilhamento de dados.
O Google, por sua vez, pede "equilíbrio". Kent Walker, presidente de assuntos globais do Google, diz que a empresa ofereceu soluções mais equilibradas que poderiam satisfazer os objetivos do DMA, mas que o caminho escolhido pela Comissão Europeia vai longe demais e prejudicará os usuários. Walker argumenta que conceder maior acesso a plataformas de IA não-Gemini no Android pode contornar salvaguardas importantes.










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