ChatGPT agora evita imitar autores famosos
O ChatGPT, da OpenAI, decidiu dar um passo atrás em relação à imitação de autores famosos. Em vez de replicar fielmente o estilo de escritores vivos, a inteligência artificial agora prefere descrever traços marcantes dessas obras. Essa mudança ocorre em meio a críticas sobre a capacidade das IAs de reproduzir materiais protegidos por direitos autorais. Usuários perceberam que o ChatGPT começou a se recusar a seguir prompts que pedem para gerar textos no estilo de um autor famoso. Em vez disso, ele descreve as características do autor, mas deixa claro que não está autorizado a imitar sua voz.
O Ars Technica recentemente testou essa nova abordagem pedindo ao ChatGPT que escrevesse no estilo de Stephen King. A resposta? A IA afirmou que poderia criar algo com "horror atmosférico" e personagens de cidades pequenas, mas se recusou a seguir o estilo exato do autor. Isso levanta uma questão interessante: por que o ChatGPT evita copiar estilos de autores vivos? Embora a OpenAI não tenha comentado, é provável que a decisão seja uma estratégia para evitar processos por violação de direitos autorais. Vários autores já processaram a empresa, alegando que a IA gera textos perturbadoramente semelhantes aos seus.
A lei americana protege apenas expressões textuais concretas, mas não estilos de escrita. Mesmo assim, a tecnologia atual permite imitar estilos individuais de forma rápida e barata. Isso pode ameaçar autores menos conhecidos. Robert Brauneis, professor de direito, acredita que isso coloca em risco a viabilidade financeira do trabalho desses escritores. Enquanto isso, outras IAs como Gemini, do Google, e Claude, da Anthropic, não parecem seguir as mesmas restrições. O Gemini não mostra impedimentos para imitar estilos, e o Claude apenas avisa que se trata de uma imitação.
Testes com essas IAs, usando prompts em português e inglês, mostraram que ambas conseguem criar textos imitando o estilo pedido sem nenhum aviso ou bloqueio. Isso levanta a questão: será que a OpenAI está sendo cautelosa demais ou apenas realista? O fato é que a discussão sobre direitos autorais e inteligência artificial está longe de acabar. A indústria ainda está tentando encontrar um equilíbrio entre inovação e proteção de direitos.
A decisão da OpenAI é um reflexo de tempos complexos.





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