Todo agente de IA tem o mesmo vício: explica antes de responder, pede desculpa antes de corrigir, enche a frase com gentileza que ninguém pediu. "Claro, ficaria feliz em ajudar com isso" não é resposta, é enrolação cobrada por token.
O problema não é estético. É financeiro e operacional. Cada palavra de enchimento que o modelo gera vira output token, e output token é o mais caro da conta. Multiplica isso por centenas de interações por dia, num time inteiro usando Claude Code ou Codex, e a fatura de API cresce sem que a qualidade do trabalho tenha melhorado nada.
Por que ninguém resolvia isso com "seja mais direto"?
Pedir pra IA "responder de forma mais concisa" no prompt funciona por uma mensagem, duas no máximo. Depois o modelo volta ao padrão, porque o pedido de brevidade não vira regra persistente, vira sugestão que se dissolve na conversa.
O caveman, skill open source criada por Julius Brussee, resolve isso tratando concisão como camada de comportamento instalável, não como pedido repetido a cada sessão. Uma vez ativa, ela reescreve como o agente fala, sem tocar em como ele pensa.
O mecanismo por trás do corte
A skill ataca quatro categorias específicas de excesso: artigo (a, o, um), enchimento (só, realmente, basicamente), gentileza performática (com certeza, ficaria feliz em ajudar) e o hedge, aquele rodeio que a IA usa antes de chegar no ponto.
O resultado testado com dados reais da API Claude, em dez prompts técnicos, foi de 65% de redução média nos tokens de output, variando de 22% a 87% dependendo da tarefa. Explicar um bug de re-render em React, por exemplo, caiu de 1180 para 159 tokens sem perder a causa nem a correção.














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