Tokens de IA do Exército dos EUA se esgotam rapidamente
"Ilimitado" nem sempre significa infinito. O Exército dos EUA descobriu isso quando seus tokens de IA começaram a desaparecer em um piscar de olhos. Um mês após o Departamento de Defesa anunciar que quase metade de seus 3,5 milhões de funcionários estava usando IA no trabalho, a tropa recebeu um e-mail alertando que estavam consumindo tokens mais rápido do que o esperado.
A promessa de tokens ilimitados virou fumaça. Em maio de 2026, o CIO do Exército prometeu tokens ilimitados. Mas, em meados de junho, o estoque já estava esgotado, forçando a reintrodução de limites. A plataforma utilizada é a Ask Sage, que permite o uso de modelos de linguagem como o Gemini da Alphabet, o Llama da Meta e o ChatGPT da OpenAI.
O modelo que assustou a OpenAI
A situação é crítica: um funcionário do Exército, que preferiu não se identificar, revelou que a instituição consumiu um ano inteiro de tokens em um único serviço. A Ask Sage é usada para tarefas como reclassificação de descrições de pessoal, que envolve definir e alinhar funções de trabalho, experiência e histórico. O Exército tem incentivado seus funcionários a abraçarem a IA generativa, oferecendo uma alocação mensal de tokens que pode ser aumentada conforme a necessidade.
Durante a operação Epic Fury no Irã, o Departamento de Defesa queimou bilhões de tokens. O uso intenso levanta a questão: os tokens usados por funcionários comuns vêm do mesmo estoque daqueles que lidam com informações classificadas? Essa dúvida persiste enquanto o Departamento de Defesa continua a investir em ferramentas de IA, mesmo com os desafios de gerenciamento de recursos.
A lição que empresas devem aprender
O Exército não é o único a repensar o uso quase ilimitado de IA. A Meta, por exemplo, removeu sua tabela de classificação de uso de tokens e considera limitar o uso por engenheiro. A Uber também enfrentou desafios, com seus engenheiros consumindo um ano de tokens em apenas quatro meses, o que evidencia a necessidade de controle.
Um funcionário do Exército comentou que as ferramentas de IA generativa não são tão úteis quanto se esperava. Em alguns casos, os modelos afirmaram ter completado tarefas que, na verdade, não realizaram. Ele acredita que, embora a IA possa ajudar na burocracia do governo, uma aplicação sem reflexão não resultará em um lançamento eficaz, eficiente e confiável.
O panorama é claro: enquanto a tecnologia avança, a gestão de recursos continua sendo um desafio. O Exército dos EUA aprendeu isso da maneira mais difícil. E você, está preparado para gerenciar seus recursos de IA?








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