Tokens Claude: Quando a Segurança Vira um Jogo de Gato e Rato
Imagine acordar um dia e descobrir que seus recursos de IA estão sendo drenados sem você sequer tocar no computador. Foi exatamente isso que aconteceu com Grant De Swardt, um consultor de IA no Reino Unido. Ele percebeu que sua conta no Claude Max 20x estava consumindo tokens como se não houvesse amanhã, mesmo quando ele não estava trabalhando. Algo estava claramente errado.
De Swardt fez o que qualquer um faria: desligou tudo, pausou tarefas e ainda assim viu o consumo de tokens subir. Ele entrou em contato com a Anthropic, a empresa por trás do Claude, pedindo um detalhamento do uso. A resposta? Nada de lista, mas um reconhecimento de que havia algo estranho. Resultado: conta suspensa, sessões invalidadas e um reembolso parcial. Só que isso bagunçou todo o seu negócio, que depende de agentes de IA para tarefas do dia a dia.
O Mistério dos Tokens Roubados
Após uma investigação, a Anthropic descobriu que a chave de sessão do Claude de De Swardt havia sido comprometida. Alguém estava usando seus tokens para atividades não autorizadas. A empresa não conseguiu determinar como isso aconteceu, mas o cenário era claro: um hacker tinha acesso à conta de De Swardt e estava sugando seus recursos.
O problema é que, sem um relatório detalhado de uso, esse tipo de roubo pode passar despercebido por meses. De Swardt compartilhou sua experiência no Reddit e descobriu que não estava sozinho. Outros usuários relataram situações semelhantes, com contas sendo atualizadas automaticamente e cobranças indevidas.
A Anthropic, ao perceber atividades suspeitas, tomou medidas como deslogar usuários e invalidar autorizações. Mas a questão permanece: como proteger os usuários de infostealers, malwares que roubam dados de login e senhas? A empresa afirma que o malware não vem do uso do Claude, mas pode ser adquirido de várias fontes online.
A Busca por Soluções e Alternativas
De Swardt teve sua conta reativada após duas semanas, mas a experiência o deixou desiludido. Ele cancelou sua assinatura do Claude e optou por outras soluções, como o Cursor, que oferece modelos mais acessíveis e abertos. Para ele, essas alternativas funcionam tão bem quanto o Claude, sem o risco de surpresas desagradáveis.
O detalhe é que a Anthropic ainda não oferece ferramentas para que os usuários vejam o que está consumindo seus tokens. Sem essa transparência, fica difícil se proteger contra abusos. Quando questionada sobre como os usuários podem identificar o uso indevido, a Anthropic preferiu não comentar.
A história de De Swardt é um alerta para todos que dependem de IA: a segurança dos seus recursos é tão importante quanto a tecnologia em si. E enquanto as empresas não oferecem soluções claras, o jogo de gato e rato entre hackers e usuários continua.





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