Pokémon Go: Da diversão ao campo de batalha
Pokémon Go, aquele jogo que virou febre mundial, pode ter um papel inesperado em zonas de guerra. Os dados coletados dos jogadores estão sendo usados para treinar inteligência artificial. Essa IA poderá ajudar drones militares a se localizarem em ambientes sem GPS. Parece coisa de filme, mas é real.
O jogo, lançado em 2016, permitia que os jogadores capturassem Pokémon no mundo real usando a câmera do celular. Em 2021, uma atualização introduziu os Pokéstops, incentivando os jogadores a escanear locais reais para ganhar recompensas no jogo. Esses escaneamentos, feitos voluntariamente, foram usados para treinar modelos de IA da Niantic, a empresa por trás do Pokémon Go.
A tecnologia por trás da diversão
A Niantic, que criou o Pokémon Go em parceria com a Nintendo, coletou dados de localização dos usuários até vender sua divisão de jogos em 2025. Esses dados históricos serviram para treinar modelos de IA capazes de reconhecer e interpretar espaços físicos, como relatado pelo DroneXL. Em dezembro, a Niantic Spatial, uma spin-off da Niantic, anunciou uma parceria com a Vantor, empresa especializada em software de detecção espacial para drones.
Essa colaboração visa permitir que drones naveguem com precisão em áreas onde o GPS não funciona, um problema crítico em operações modernas. A parceria aborda vulnerabilidades como indisponibilidade de GPS e interferências, garantindo que sistemas autônomos mantenham a consciência situacional.
A fronteira entre o civil e o militar
A parceria entre Niantic Spatial e Vantor é um exemplo de como dados civis podem ter aplicações militares. Embora as empresas afirmem que os dados do Pokémon Go não foram diretamente fornecidos à Vantor, eles foram usados para treinar os modelos de IA da Niantic. Isso levanta questões sobre o uso de dados de usuários para fins militares.
Tom Sulston, do Digital Rights Watch, considera preocupante o uso de dados civis para fins militares, destacando que muitos usuários não leem os termos de serviço antes de usar aplicativos. Ele sugere que reguladores devem focar no melhor interesse dos usuários para evitar esse tipo de exploração.










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