Coreia do Sul aposta alto em chips de memória e robôs humanoides
A Coreia do Sul está prestes a dar um salto gigantesco na corrida tecnológica, investindo nada menos que US$ 1 trilhão em megaprojetos que prometem revolucionar a produção de chips de memória e a robótica humanoide. O governo sul-coreano, junto com gigantes da tecnologia como Samsung e SK Hynix, está comprometido em fortalecer o suprimento global de chips de memória, construir novos centros de dados de IA e impulsionar o uso comercial de robôs humanoides até 2028.
O que está por trás dessa movimentação? É simples: a demanda da indústria de inteligência artificial por chips de memória está em alta, e com isso, os preços dos eletrônicos para o consumidor final também. Enquanto isso, a Hyundai Motor Company corre para fabricar em massa robôs humanoides, desenvolvidos pela sua subsidiária Boston Dynamics, que poderão assumir tarefas árduas em fábricas automotivas e outros locais de trabalho.
A tríade do avanço tecnológico
O presidente sul-coreano Lee Jae Myung destacou a importância de garantir os elementos centrais da IA antes de qualquer outro país. Para ele, semicondutores, IA física e centros de dados de IA são o tripé para um grande salto adiante. Mas essa corrida ao futuro não vem sem controvérsias. As gigantes de chips do país estão sob escrutínio por seus lucros astronômicos durante o boom da IA, e há propostas de redistribuição dessa riqueza.
O investimento mais caro envolve a construção de novas fábricas de chips, com Samsung e SK Hynix comprometendo US$ 585 bilhões. A meta é dobrar a produção de memória DRAM em cinco anos. No entanto, os consumidores globais podem ter que esperar um pouco mais para ver os preços caírem, já que a construção de novas fábricas é um processo demorado.
Centros de dados e a demanda por energia
Outro grande investimento, de US$ 357 bilhões, está direcionado à construção de centros de dados de IA em várias províncias do país. Mas há um desafio: essas instalações exigem uma quantidade substancial de eletricidade e água para operar. O governo está trabalhando para garantir energia suficiente, recorrendo a fontes renováveis e nucleares, além de combustíveis fósseis.










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