Itaú coloca IA na tela inicial do app
O Itaú Unibanco deu um passo ousado no mundo da inteligência artificial. A partir de agora, 300 mil clientes vão encontrar a IA generativa, batizada de ia.i, logo na tela inicial do aplicativo do banco. Essa novidade transforma a experiência do usuário, permitindo que perguntas sejam feitas diretamente e respostas sejam dadas com sugestões personalizadas de produtos e serviços financeiros. A ideia é simples: facilitar a vida dos correntistas, que já são heavy users dos canais digitais.
João Araújo, diretor de Estratégia e Inteligência Artificial, explica que a nova ferramenta preenche uma lacuna importante. Hoje, não existe uma área para dialogar diretamente com o banco. O ia.i não só responde perguntas como também se adapta às necessidades do usuário, apresentando dados e gráficos relevantes. Os conteúdos gerados por IA são identificados com um ícone de estrelinha mágica, trazendo um toque de inovação visual ao app.
Como o ia.i transforma a experiência do usuário
Os clientes podem perguntar qualquer coisa ao ia.i, desde "qual o meu ticket médio?" até "como meus hábitos financeiros me definem?". No momento, a IA foca em informações básicas, como gastos e seguros, mas não faz recomendações de investimentos, exceto em um programa piloto. A ferramenta aponta para telas de contratação, mas ainda não fecha negócios diretamente. O projeto, que começa como beta, deve alcançar 3 milhões de clientes até setembro e todos os usuários até o fim do ano.
Pedro Prates, diretor de Negócios Pessoa Física, acredita que o ia.i vai redesenhar a carreira de bancário. Com a automação de tarefas repetitivas, os funcionários terão mais tempo para se dedicar a momentos emocionais com os clientes, como mudanças de imóvel. Ele garante que não há planos de substituir pessoal por IA. O atendimento humano deve se tornar duas vezes mais rápido e três vezes mais efetivo. Interações consistentes e relevantes são a chave para construir confiança ao longo do tempo.
A jornada digital do Itaú
A transformação digital do Itaú não é de hoje. O banco já vinha usando IA em várias frentes, como o WhatsApp para transações Pix e o Itaú Emps para assessoria financeira a pequenas empresas. Desde 2024, a taxa de resolução de problemas aumentou significativamente com o uso de IA. Carlos Eduardo Mazzei, diretor de tecnologia, destaca que os dados do banco são tratados como um produto, respeitando questões legais e limites regulatórios. O Itaú utiliza modelos abertos e fechados, colaborando com gigantes como OpenAI e Google.
O projeto de Inteligência Itaú usa memórias de curto e longo prazo e orquestração de modelos variados. Desde a criação da plataforma, o banco reduziu em 65% os custos associados à IA generativa. Com o apoio do Instituto Ciência e Tecnologia Itaú, que conta com mais de 195 pesquisadores, a instituição avança em direção a um futuro orientado por dados. A inovação não para, e o Itaú segue firme na rota da inteligência artificial, sempre buscando novas formas de melhorar a experiência dos seus clientes.





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